terça-feira, 20 de março de 2018

O VENDEDOR DE OVOS - CARIDADE EMBRULHADA COM DIGNIDADE



Uma senhora estava passando pelas ruas quando se deparou com um senhor vendendo ovos. Ela então perguntou: "Por quanto você está vendendo os ovos?

O velho vendedor respondeu: "50 centavos cada um senhora". 

Ela disse: "Vou levar 6 ovos por R$ 2,50 senão nada feito e vou embora". 

O velho vendedor respondeu: "Pode levá-los ao preço que a senhora deseja. Pelo menos já é alguma coisa, pois não consegui vender nem um único ovo hoje mesmo". 

A senhora então pegou os ovos e se afastou sentindo que saiu ganhando. Entrou em seu belo carro e foi a um restaurante elegante com sua amiga. Lá as duas pediram o que quiseram. A conta ficou em R$ 315,00. A senhora pagou R$ 350,00 e pediu ao proprietário do restaurante para ficar com o troco. 

Este incidente pode ter parecido bastante normal ao proprietário do restaurante, mas muito doloroso para o pobre vendedor de ovos. 

O objetivo é saber: Por que sempre mostramos que temos o poder quando compramos dos necessitados e por que ficamos generosos com aqueles que nem precisam tanto da nossa generosidade

Uma vez li em algum lugar: 

"Meu pai costumava comprar bens simples de pessoas pobres a preços elevados, mesmo que ele não precisasse deles. Às vezes, ele costumava pagar mais por eles. Fiquei intrigado com este ato e perguntei por que ele fazia isso.

Então meu pai respondeu: 

"É uma caridade embrulhada com dignidade, meu filho".

Autor desconhecido

quarta-feira, 14 de março de 2018

TENHAM FILHOS



"Se eu pudesse dar só um conselho para os meus amigos, seria esse: tenham filhos. Pelo menos um. Mas se possível, tenham 2, 3, 4... Irmãos são a nossa ponte com o passado e o porto seguro para o futuro. Mas tenham filhos.

Filhos nos fazem seres humanos melhores.

O que um filho faz por você nenhuma outra experiência faz. Viajar o mundo te transforma, uma carreira de sucesso é gratificante, independência é delicioso. Ainda assim, nada te modificará de forma tão permanente como um filho.

Esqueça aquela história de que filhos são gastos. Filhos te tornam uma pessoa com consumo consciente e econômica: você passa a comprar roupas na Renner e não na Calvin Klein, porque no fim, são só roupas. E o tênis do ano passado, que ainda tá novinho e confortável, dura 5 anos... Você tem outras prioridades e só um par de pés.

Você passa a trabalhar com mais vontade e dedicação, afinal, existe um pequeno ser totalmente dependente de você, e isso te torna um profissional com uma garra que nenhuma outra situação te daria. Filhos nos fazem superar todos os limites.

Você começa a se preocupar em fazer algo pelo mundo. Separar o lixo, trabalho comunitário, produtos que usam menos plástico... Você é o exemplo de ser humano do seu filho, e nada pode ser mais grandioso que isso.

Sua alimentação passa a importar. Não dá pra comer chocolate com coca-cola e oferecer banana e água pra ele. Você passa a cuidar melhor da sua saúde: come o resto das frutas do prato dele, planta uma horta pra ter temperos frescos, extermina o refrigerante durante a semana. Um filho te dá uns 25 anos a mais de longevidade.

Você passa a acreditar em Deus e aprende como orar. Na primeira doença do seu filho você, quase como instinto, dobra os joelhos e pede a Deus que olhe por ele. E assim, seu filho te ensina sobre fé e gratidão como nenhum padre/pastor/líder religioso jamais foi capaz.

Você confronta sua sombra. Um filho traz a tona seu pior lado quando ele se joga no chão do mercado porque quer um pacote de biscoito. Você tem vontade de gritar, de bater, de sair correndo. Você se vê agressivo, impaciente e autoritário. E assim você descobre que é só pelo amor e com amor que se educa. Você aprende a respirar fundo, se agachar, estender a mão para o seu filho e ver a situação através de seus pequenos olhinhos.

Um filho faz você ser uma pessoa mais prudente. Você nunca mais irá dirigir sem cinto, ultrapassar de forma arriscada ou beber e assumir a direção, pelo simples fato de que você não pode morrer (não tão cedo)... Quem é que criaria e amaria seus filhos da mesma forma na sua ausência?! Um filho te faz mais do que nunca querer estar vivo.

Mas, se ainda assim, você não achar que esses motivos valem a pena, que seja pelo indecifrável que os filhos têm.

Tenha filhos para sentir o cheiro dos seus cabelos sempre perfumados, para ter o prazer de pequenos bracinhos ao redor do seu pescoço, para ouvir seu nome (que passará a ser mãmã ou pápá) sendo falado cantado naquela vozinha estridente.

Tenha filhos para receber aquele sorriso e abraço apertado quando você chegar em casa e sentir que você é a pessoa mais importante do mundo inteirinho pra aquele pequeno ser. Tenha filhos para ganhar beijos babados com um hálito que listerine nenhum proporciona. Tenha filhos para vê-los sorrirem como você e caminharem como o pai, e entenda a preciosidade de se ter uma parte sua solta pelo mundo. Tenha filhos para re-aprender a delícia de um banho cheio de espuma, de uma bacia de água no calor, de rolar com o cachorro, de comer manga sem se limpar.

Tenha filhos.

Sabendo que muito pouco você ensinará. Tenha filhos justamente porque você tem muito a aprender. Tenha filhos porque o mundo precisa que nós sejamos pessoas melhores ainda nessa vida."

Bruna Estrela

sexta-feira, 13 de outubro de 2017

PEDRO LUTA CONTRA O MEDO E A DÚVIDA (MATEUS 14:22-33)

Durante a quarta vigília da noite, entre as 3 horas da manhã e o nascer do sol, Pedro parou de remar e se endireitou de repente. Ao longe, sobre as águas, algo estava se movendo! Seria o movimento da espuma das ondas refletindo a luz da lua? Não, era algo mais estável, que parecia estar de pé. Era um homem! Sim, um homem, e ele estava andando sobre as águas! À medida que se aproximava, parecia que ele ia simplesmente passar por eles. Apavorados, os discípulos pensaram que era um fantasma. O homem disse: “Coragem! Sou eu; não tenham medo.” Era Jesus! 
Pedro disse: “Se é o senhor mesmo, mande que eu vá andando em cima da água até onde o senhor está.” Seu primeiro impulso foi de coragem. Emocionado com esse milagre fantástico, Pedro quis fortalecer ainda mais a sua fé. Ele queria fazer o mesmo que Jesus. Bondosamente, Jesus o chamou. Pedro desceu do barco e colocou os pés sobre as águas agitadas. Imagine a sensação dele ao encontrar uma superfície sólida e ficar em pé sobre as águas. Com certeza, ele ficou maravilhado enquanto andava na direção de Jesus. No entanto, outro impulso logo tomou conta dele.
Ao caminhar sobre as águas em direção a Jesus, Pedro se desconcentra por causa do medo e da dúvida, e começa a afundar
“Olhando para a ventania, ficou com medo”
Pedro precisava manter o foco em Jesus. Afinal, era Jesus, com o poder de Deus, que estava mantendo Pedro sobre as ondas agitadas pelo vento. E ele estava fazendo isso por causa da fé que Pedro tinha nEle. Mas Pedro se desconcentrou. O relato diz: “Olhando para a ventania, ficou com medo.” Ao olhar para as ondas que batiam contra o barco e espalhavam espuma, ele entrou em pânico. Provavelmente se imaginou afundando no lago, se afogando ali. À medida que o medo aumentava, sua fé diminuía. 
O homem que tinha recebido o nome de Rocha, por causa de seu potencial para se manter firme, começou a afundar como uma pedra, por causa de sua fé instável como as ondas. Pedro nadava bem, mas nesse momento não confiou nessa habilidade. Ele gritou: “Socorro, Senhor!” Jesus pegou sua mão e o puxou. Então, ainda sobre as águas, ensinou uma importante lição a Pedro: “Como é pequena a sua fé. Porque você duvidou? 
“Porque você duvidou?” — que frase apropriada! A dúvida é uma poderosa força destrutiva. Se cedermos a ela, nossa fé poderá se deteriorar e fazer com que afundemos espiritualmente. Precisamos resistir a isso com determinação. Como? Por manter o foco no lugar certo. Se nos concentrarmos em coisas que nos amedrontam, desanimam e desviam nossa atenção de Deus e de seu Filho, nossas dúvidas aumentarão. Se nos concentrarmos em Deus e em seu Filho, no que eles já fizeram, estão fazendo e ainda farão por aqueles que os amam, não deixaremos que dúvidas destruam nossa fé.
A tempestade acalmou à medida que Pedro seguia Jesus de volta para o barco. A calmaria voltou ao mar da Galileia. Pedro e os outros discípulos reconheceram: "De fato o senhor é filho de Deus". Começou a amanhecer e Pedro devia estar sentindo uma grande alegria. Naquela noite ele tinha vencido a dúvida e o medo. É verdade que ainda havia um longo caminho para Pedro percorrer até se tornar o cristão igual a uma rocha, como Jesus tinha dito. Mas ele estava determinado a não desistir, a continuar crescendo. Você também está determinado a fazer isso? Nesse caso, verá que vale a pena imitar a fé de Pedro.

terça-feira, 10 de outubro de 2017

O VERDADEIRO JEJUM BÍBLICO



O verdadeiro Jejum bíblico

O Jejum é uma abstinência voluntária de alimentos por um período definido e propósito específico. Ele pode ser total ou parcial. Vem sendo praticado pela humanidade em todas as épocas, nações, culturas e religiões. Pode ser com finalidade espiritual ou até mesmo medicinal, visto que o Jejum traz tremendos benefícios físicos com a desintoxicação que produz no corpo.

Com o assustador advento da nova era, a filosofia oriental e suas religiões tem sido amplamente divulgadas em nossa cultura, muitas dessas religiões pagãs trazem consigo uma prática assídua do Jejum e da alimentação vegetariana, o que tem levantado em nosso meio um certo preconceito a esses assuntos.

Graças a Deus a igreja de nossos dias está redescobrindo o que a Bíblia diz acerca do Jejum. Ensinos distorcidos ou simplesmente nenhum estímulo ao Jejum também são freqüentes ainda em nossos dias.

Creio que a Igreja de hoje vive dividida entre dois extremos: aqueles que não dão valor algum ao Jejum e aqueles que se excedem em suas ênfases, confundindo-se ao antigo gnosticismo cristão. Penso que Deus queira despertar-nos para a compreensão e prática deste princípio que, sem dúvida, é uma arma poderosa para o cristão.

Não há regras fixas na Bíblia sobre quando jejuar ou qual tipo de Jejum praticar, isto é algo pessoal. O princípio básico para essa prática é: 



"Abster-se voluntariamente de alguma coisa importante a fim de dedicar maior tempo a Deus".

Tendo em mente esse princípio afirmo ser possível praticarmos em nossos dias Jejum de televisão, festas, excesso de trabalho, ou qualquer outr
o elemento em nossas vidas.

Na Antiga Aliança o Jejum era Obrigatório? E Hoje?


No Antigo Testamento, na lei de Moisés, os judeus tinham um único dia por ano de Jejum instituído: o do Dia da Expiação (Lv.16:29,31 e 23:27), que também ficou conhecido como "o dia do Jejum" (Jr.36:6) e ao qual Paulo se referiu como "o Jejum" (At.27:9). Depois no período do exílio foram estabelecidos para cada ano, quatro dias de Jejum nacional: 1) Pela queda de Jerusalém (Jr 52:6); 2) Pela destruição do templo (2 Rs 25:8,9 e Jr 52:12); 3) Pelo assassinato de Gedalias (2 Rs25:25; Jr 41:1,2); 4) princípio do cerco (2 Rs 25:1; Jr 52:4 e Zc 8:19,20).

Ainda na Antiga Aliança encontramos o Jejum relacionado ao:

- Luto pelos mortos (1 SM 31:13 e 2 Sm 1:12)
- Infortúnio e profunda tristeza (Jz 20:25; 1 Sm 1:7; 20:34; Ne 1:4; Sl 35:13; 109:24 e Jl 1:14; 2:12,15)
- Com expressão de dor e arrependimento pelos pecados (Dt 9:18; 1 Sm 7:6; 1 Rs 21:27; Ed 10:6; Ne 9:1; Sl 69:10; Jn 3:5)

Mas no Novo Testamento percebemos que a prática do Jejum continua, sem haver ênfase na prática do mesmo como forma de obedecer a lei, mas sim a ênfase esta na disciplina individual de quem o pratica.

Apesar de não haver um imperativo acerca desta prática, a Bíblia esta cheia de menções ao Jejum. Fala não apenas de pessoas que jejuaram e da forma como o fizeram, mas infere que nós também jejuaríamos e nos instrui na forma correta de faze-lo.

Muitos educadores falharam de maneira grave ao dizer que, por não haver nenhuma ordem específica para o Jejum, então não deveríamos jejuar. Mas quando consideramos o ensino de Jesus sobre o Jejum, não há como negar que o Mestre esperava que jejuássemo
s:


"Quando jejuardes, não vos mostreis contristados como os hipócritas; porque desfiguram o rosto com o fim de parecer aos homens que jejuam. Em verdade vos digo que eles já receberam a sua recompensa. Tu, porém, quando jejuardes, unge a cabeça e lava o rosto, com o fim de não parecer aos homens que jejuas, e sim ao teu Pai, em secreto; e teu Pai, que vê em secreto, te recompensará." Mateus 6:16-18.

Embora Jesus não esteja mandando jejuar, suas palavras revelam que ele esperava de nós esta prática. Ele nos instruiu até na motivação correta que se deve ter ao jejuar. E quando disse que o Pai recompensaria a atitude correta do Jejum, nos mostrou que tal prática produz resultados!

Algumas pessoas dizem que se as epístolas não dizem nada sobre jejuar é porque não é importante, e desprezam o ensino de Jesus sobre o Jejum. Isto é errado! Jesus não veio ensinar os judeus a viverem bem a Velha Aliança, Ele veio instituir a Nova Aliança, e todos os seus ensinos apontavam para as práticas dos cidadãos do reino de Deus.

Quando estava para ser assunto ao céu, deu ordem aos seus apóstolos que ensinassem as pessoas a guardar TUDO o que Ele tinha ordenado (Mt.28:20), inclusive o modo correto de jejuar!

O próprio Jesus praticou o Jejum, os líderes da Igreja também o faziam. (Atos 13:1-3; 14:23 e 27:9). Registros históricos dos pais da igreja também revelam que o Jejum continuou sendo observado como prática dos cristãos durante muito tempo depois dos apóstolos. O Jejum, portanto, deve ser parte de nossas vidas e praticado de forma equilibrada, dentro do ensino bíblico.

Embora o próprio Senhor Jesus tenha jejuado por quarenta dias e quarenta noites no deserto, e muitas vezes ficava sem comer (quer por falta de tempo ministrando ao povo - Mc.6:31, quer por passar as noites só orando sem comer - Mc.6:46), devemos reconhecer que Ele e seus discípulos não observavam o Jejum dos judeus de seus dias.

Era costume dos fariseus jejuar dois dias por semana (Lc.18:12), mas Jesus e seus discípulos não o faziam. Aliás, chegaram a questionar Jesus acerca disto: 


"Disseram-lhe eles: Os discípulos de João e bem assim os fariseus freqüentemente jejuam e fazem orações; os teus, entretanto, comem e bebem. Jesus, porém, lhes disse: Podeis fazer jejuar os convidados para o casamento, enquanto está com eles o noivo? Dias virão, contudo, em que lhes será tirado o noivo; naqueles dias, sim, jejuarão." Lucas 5:33-35.

O Mestre mostrou não ser contra o Jejum, e disse que depois que Ele fosse "tirado" do convívio direto com os discípulos (voltando ao céu) eles haveriam de jejuar. Jesus não se referiu ao Jejum somente para os dias entre sua morte, ressurreição e reaparição aos discípulos (ao mencionar os dias que eles estariam sem o noivo), e sim aos dias a partir de sua morte.

Contudo, Jesus deixou bem claro que a prática do Jejum nos moldes do que havia em seus dias não era o que Deus esperava. A motivação estava errada, as pessoas jejuavam para provar sua religiosidade e espiritualidade, e Jesus ensinou a faze-lo em secreto, sem alarde.

Jejum pode ser uma prática vazia se não for feito da maneira correta. Isto aconteceu no Antigo Testamento, quando o povo começou a indagar: 


"Por que jejuamos nós, e não atentas para isto? Por que afligimos a nossa alma, e tu não o levas em conta?" Isaías 58:3a.

E a resposta de Deus foi exatamente a de que estavam jejuando de maneira errada: 


"Eis que, no dia em que jejuais, cuidais dos vossos próprios interesses e exigis que se faça todo o vosso trabalho. Eis que jejuais para contendas e para rixas e para ferirdes com punho iníquo; jejuando assim como hoje, não se fará ouvir a vossa voz no alto." Isaías 58:3,4. 

Por outro lado, o versículo está inferindo que se observado de forma correta, Deus atentaria para isto e a voz deles seria ouvida.
Tiago 1:27 "A religião pura e sem mácula, para com o nosso Deus e Pai, é esta: visitar os órfãos e as viúvas nas suas tribulações e a si mesmo guardar-se incontaminado do mundo."

A motivação do seu coração é a chave para um Jejum eficiente.


Muitos confundem a disciplina de jejuar para reservar mais tempo ao Senhor com o ensino errôneo de auto-flagelação. O ensino de algumas religiões chega a ser pecaminoso, nenhuma forma de auto-justiça, auto-piedade, auto-sacrifício será aceita por Deus.

Deus não é um Deus sanguinário que aguarda pelo sofrimento e flagelação de seu povo para em troca abençoa-lo. Não tente cambiar, barganhar, fazer negócio com Deus para em troca obter respostas as suas orações.

Salmos 51:16 "Pois não te comprazes em sacrifícios; do contrário, eu tos daria; e não te agradas de holocaustos. Sacrifícios agradáveis a Deus são o espírito quebrantado; coração compungido e contrito, não o desprezarás, ó Deus."

Isaías 58:5-6 "Seria este o Jejum que escolhi, que o homem um dia aflija a sua alma, incline a sua cabeça como o junco e estenda debaixo de si pano de saco e cinza? Chamarias tu a isto Jejum e dia aceitável ao SENHOR? Porventura, não é este o Jejum que escolhi: que soltes as ligaduras da impiedade, desfaças as ataduras da servidão, deixes livres os oprimidos e despedaces todo jugo?"

É uma ilusão pensar que qualquer sacrifício pessoal de nossa parte possa comover o coração de Deus, o único sacrifício que Ele reconhece foi aquele oferecido por Jesus na cruz do Calvário! Jejuar e orar acreditando que com esse "sacrifício" você vai conseguir persuadir a Deus a satisfazer seus desejos narcisistas e hedonistas é pecado! Ainda que inconscientemente é um meio de tentar competir com aquilo que Jesus já realizou na cruz do Calvário.

Precisamos e devemos jejuar para exercitarmos nossa vida de oração. Os pais da igreja primitiva reuniam-se semanalmente para consagrar suas vidas e buscarem a Deus, esses encontros eram marcados por Jejum e oração.

Sempre que me dedico a longos períodos de Jejum e oração, fico muito mais sensível a voz do Espírito Santo. Tenho maior discernimento espiritual das circunstâncias que estão ao meu redor. Sempre que meu organismo reclama por alimento, lembro-me que preciso orar mais um pouco.

Porém assim que observo estar passando mau, ou que meu rosto já está tão desfalecido que todos percebem, oro a Deus entregando aquele período de Jejum e procuro alimentar-me.

Quando entramos em longos períodos de Jejum e oração, precisamos preparar nosso organismo para o mesmo, e mesmo depois ao terminarmos períodos com mais de 7 ou 10 dias de Jejum ininterrupto, precisamos absorver alimentos leves.

Para quem nunca jejuou e orou, parece impossível passar 10 dias seguidos em Jejum total de alimentos, apenas bebendo líquidos. Porém quero lhe dizer que a maior dificuldade será o apenas os três primeiros dias, depois deles a dor de cabeça vai embora, a dificuldade para pegar no sono desaparece e seu organismo começa a absorver energia de suas reservas.

Porém se você não esta acostumado a passar longos períodos em Jejum, não fique frustrado. Você pode jejuar três dias seguidos e todas as noites fazer um lanche leve ou ainda fazer Jejum de apenas 24 horas. Lembre-se que o Espírito Santo nos ajuda em nossas fraquezas.

Não recomendo a ninguém praticar o Jejum absoluto, aquele em que até o líquido foi eliminado. Existem evidências de que Moisés quando recebeu as tábuas da lei praticou esse tipo de Jejum
, (Êx 34:28 e Dt 9:9) e Elias (1 Rs 19:8). Acredito que ele só possa ser praticado por um meio sobrenatural.

O próprio Senhor Jesus ao jejuar no deserto, depois de 40 dias e 40 noites teve "fome" e que foi tentado a "comer" e não a beber. O texto não fala que Ele teve sede, o que nos leva a crer que Ele tenha feito abstinência apenas de alimentos e não líquidos (Mt 4:1-3, 11). Outro aspecto interessante é que Ele foi levado, impelido, conduzido pelo Espírito Santo a esse longo período de Jejum e que "não teve fome" durante os dias de consagração.

Podemos perfeitamente jejuar e orar enquanto seguimos nossa rotina semanal, de estudos, trabalhos e demais compromissos. Veja o que diz 1 Reis 19:8 "Levantou-se, pois, comeu e bebeu; e, com a força daquela comida, caminhou quarenta dias e quarenta noites até Horebe, o monte de Deus". Quem quer encontrará um meio, quem não quer encontrará uma bela desculpa.

"O Jejum não muda a Deus. Ele é o mesmo antes, durante e depois de seu Jejum. Mas, jejuar mudará você. Vai lhe ajudar a manter-se mais suscetível ao Espírito de Deus". K. H.

Vejamos alguns exemplos bíblicos de Jejum:

Consagração - O voto do nazireado envolvia a abstinência/Jejum de determinados tipos de alimentos (Nm.6:3,4); 
Arrependimento de pecados - Samuel e o povo jejuando em Mispa, como sinal de arrependimento de seus pecados (I Sm.7:6, Ne.9:11); 
Luto - Davi jejua em expressão de dor pela morte de Saul e Jônatas, e depois pela morte de Abner. (II Sm.1:12 e 3:35); 
Aflições - Davi jejua em favor da criança que nascera de Bate-Seba, que estava doente, à morte (II Sm.12:16-23); Josafá apregoou um Jejum em todo Judá quando estava sob o risco de ser vencido pelos moabitas e amonitas (II Cr.20:3); 
Buscando Proteção - Esdras proclamou Jejum junto ao rio Ava, pedindo a proteção e benção de Deus sobre sua viagem (Ed.8:21-23); Ester pede que seu povo jejue por ela, para proteção no seu encontro com o rei (Et.4:16); 
Em situações de enfermidade - Davi jejuava e orava por outros que estavam enfermos (Sl.35:13);
Intercessão - Daniel orando por Jerusalém e seu povo - 21 dias (Dn.9:3, 10:2,3); 
Preparação para a Batalha Espiritual - Jesus mencionou que determinadas castas só sairão por meio de oração e Jejum, que trazem um maior revestimento de autoridade (Mt.17:21); 
Estar com o Senhor - Ana não saía do templo, orando e jejuando freqüentemente (Lc.2:37); 
Preparar-se para o Ministério - Jesus só começou seu ministério depois de ter sido cheio do Espírito Santo e se preparado em Jejum (prolongado) no deserto (Lc.4:1,2); 
Ministrar ao Senhor - Os líderes da igreja em Antioquia jejuando apenas para adorar ao Senhor (At.13:2); 
Enviar ministérios - Na hora de impor as mãos e enviar ministérios comissionados (At.13:3); 
Estabelecer presbíteros - Além de impor as mãos com Jejum sobre os enviados, o faziam também sobre os que recebiam autoridade de governo na igreja local, o que revela que o Jejum era um princípio praticado nas ordenações de ministros (At.14:23). 

Nas Epístolas só encontramos menções de Paulo de ter jejuado (II Co.6:3-5; 11:23-27).

Diferentes Formas de Jejum


JEJUM PARCIAL - Normalmente o Jejum parcial é praticado em períodos maiores ou quando a pessoa não tem condições de se abster totalmente do alimento (por causa do trabalho, por exemplo). Lemos sobre esta forma de Jejum no livro de Daniel:

"Naqueles dias, eu, Daniel, pranteei durante três semanas. Manjar desejável não comi, nem carne, nem vinho entraram em minha boca, nem me ungi com óleo algum, até que se passaram as três semanas." Daniel 10:2,3.

O profeta Daniel diz exatamente o quê ficou sem ingerir: carne, vinho e manjar desejável. Provavelmente se restringiu à uma dieta de frutas e legumes, não sabemos ao certo. O fato é que se absteve de alimentos, porém não totalmente.

E embora tenha escolhido o que aparentemente seja a forma menos rigorosa de jejuar, dedicou-se à ela por três semanas. Em outras situações Daniel parece ter feito um Jejum normal (Dn.9:3), o que mostra que praticava mais de uma forma de Jejum. Ao fim deste período, um anjo do Senhor veio a ele e lhe trouxe uma revelação tremenda.

JEJUM NORMAL - É a abstinência de alimentos mas com ingestão de água. Foi a forma que nosso Senhor adotou ao jejuar no deserto. 



"Jesus, cheio do Espírito Santo, voltou do Jordão e foi guiado pelo mesmo Espírito, no deserto, durante quarenta dias, sendo tentado pelo Diabo. Nada comeu naqueles dias, ao fim dos quais teve fome." Mateus 4:2

JEJUM TOTAL - É abstinência de tudo, inclusive de água. Na Bíblia encontramos poucas menções de ter alguém jejuado sem água, e isto dentro de um limite: no máximo três dias. A água não é alimento, e nosso corpo depende dela a fim de que os rins funcionem normalmente e que as toxinas não se acumulem no organismo. Há dois exemplos bíblicos deste tipo de Jejum, um no Velho outro no Novo Testamento:

Ester, num momento de crise em que os judeus (como povo) estavam condenados à morte por um decreto do rei, pede a seu tio Mardoqueu que jejuem por ela: "Vai, ajunta a todos os judeus que se acharem em Susã, e jejuai por mim, e não comais, nem bebais por três dias, nem de noite nem de dia; eu e as minhas servas também jejuaremos. Depois, irei ter com o rei, ainda que é contra a lei; se perecer, pereci." (Ester 4:16).

Paulo, na sua conversão também usou esta forma de Jejum, devido ao impacto da revelação que recebera: "Esteve três dias sem ver, durante os quais nada comeu, nem bebeu" (Atos 9:9).

Não há qualquer outra menção de um Jejum total maior do que estes (a não ser o de Moisés e Elias numa condição sobrenatural). Veja Dt 9:9, Ex 34:28 e 1 Rs 19:8.

A medicina adverte contra um período de mais de três dias sem água, como sendo nocivo. Devemos cuidar do corpo ao jejuar e não agredi-lo; lembre-se de que estará lutando contra sua carne (natureza e impulsos) e não contra o seu corpo.

A Duração do Jejum:

1 dia - O Jejum do Dia da Expiação

3 dias - O Jejum de Ester (Et.4:16) e o de Paulo (At.9:9);

7 diasJejum por luto pela morte de Saul (I Sm.31:13);

14 diasJejum involuntário de Paulo e os que com ele estavam no navio (At.27:33)

21 dias - O Jejum de Daniel em favor de Jerusalém (Dn.10:3);

40 dias - O Jejum do Senhor Jesus no deserto (Lc.4:1,2);

Bíblia fala de Moisés (Ex.34:28) e Elias (I Re.19:8) jejuando períodos de quarenta dias. Porém vale ressaltar que estavam em condições especiais, sob o sobrenatural de Deus. Moisés nem sequer bebeu água nestes 40 dias, o que humanamente é impossível.

Mas ele foi envolvido pela glória divina. O mesmo se deu com Elias, que caminhou 40 dias na força do alimento que o anjo lhe trouxe. Isto é um Jejum diferente que começou com um belo "depósito", uma comida celestial. Jesus, porém, fez um Jejum normal com esta duração.

Muitas pessoas erram ao fazer votos ligados à duração do Jejum... Não aconselho ninguém fazer um voto de quanto tempo vai jejuar, pois isso te deixará "preso" no caso de algo fugir ao seu controle. Siga o conselho bíblico:

"Quando a Deus fizeres algum voto, não tardes em cumpri-lo; porque não se agrada de tolos. Cumpre o voto que fazes. Melhor é que não votes do que votes e não cumpras". Eclesiastes 5:4-5.

É importante que haja uma intenção e um alvo quanto à duração do Jejum no coração, mas não transforme isto em voto. Já intentei jejuns prolongados e no meio do caminho fui forçado a interromper. Mas também já comecei jejuns sem a intenção de prolongá-lo e, no entanto, isto acabou acontecendo mesmo sem ter feito os planos para isto.

Jejum Prolongado:

Há algo especial num Jejum prolongado, mas deve ser feito sob a direção de Deus. Conheço irmãos que tem jejuado por trinta e até quarenta dias, embora eu, pessoalmente, não tenha feito um Jejumtão longo. Cada um deles confirma ter recebido de Deus uma direção para tal.

Vale ressaltar também que certos cuidados devem ser tomados. Não podemos brincar com o nosso corpo. Uma dieta para desintoxicação do organismo antes do Jejum é recomendada, e também na quebra do Jejum prolongado (mais de 3 dias).

Podemos Falar que Estamos Jejuando?
Algumas pessoas são extremistas quanto a discrição do Jejum, enquanto outras, à semelhança dos fariseus, tocam trombeta diante de si. Em Mateus 6:16-18, Jesus condena o exibicionismo dos fariseus querendo parecer contristados aos homens para atestar sua espiritualidade.

Ele não proibiu de se comentar sobre o Jejum, senão a própria Bíblia estaria violando isto ao contar o Jejum que Jesus fez... Como souberam que Cristo (que estava sozinho no deserto) fez um Jejum de quarenta dias? Certamente porque Ele contou! Não saiu alardeando perante todo mundo, mas discretamente repartiu sua experiência com os seus discípulos.

Eu, particularmente, comecei a jejuar estimulado pelo relato das experiências de outros irmãos. Depois é que comecei (aos poucos) a entender o ensino bíblico sobre o Jejum. E louvo a Deus pelas pessoas que me estimularam! Sabe, precisamos tomar cuidado com determinadas pessoas que não tem o que acrescentar à nossa edificação e somente atacam e criticam.

Lembro-me que o primeiro Jejum que fiz na minha adolescência, teve a duração de 24 horas, cortei só o alimento e tomei muito líquido ao longo do dia.

Desafio: Haverá períodos em que o Espírito Santo vai nos atrair mais para o Jejum, e épocas em que quase não sentiremos a necessidade de faze-lo. Já passei longos períodos sem receber nenhum impulso especial para jejuns de mais de três dias e, mesmos estes, foram poucos. E houve épocas em que, seguidamente sentia a necessidade de faze-lo.

Porém, penso que o Jejum normal de um dia de duração é algo que os cristãos deveriam praticar mais, mesmo sem sentir nenhuma "urgência" espiritual para isto.

Devemos ser sensíveis e seguir os impulsos do Espírito de Deus nesta área. Isto vale não só para começar a jejuar mas até para quebrar o Jejum. Já fiz jejuns que queria prolongar mais e senti que não deveria faze-lo, pois a motivação já não era mais a mesma... ou estava tão atarefado que o Jejumespiritual havia se transformado em uma "greve de fome", pois eu não estava orando.

Encerro desafiando-o a praticar mais o Jejum, e certamente você descobrirá que o poder desta arma que o Senhor nos deu é difícil de se medir com palavras. A experiência fortalecerá aquilo que temos dito. Que o Senhor seja contigo e te guie nesta prática!


Fonte: MidiaGospel

sábado, 7 de outubro de 2017

O AMOR DE DEUS NÃO SE APOIA NO NOSSO


"O amor de Deus não se apoia no nosso. A abundância do amor que você tem não aumenta o dEle. Sua falta de amor não diminui o dEle. Sua bondade não melhora o amor dEle, nem sua fraqueza o dilui. Deus ama você simplesmente porque optou agir assim. Ele o ama quando você não se sente digno de ser amado. Ele ama você quando ninguém mais o ama. Os outros podem abandoná-lo, divorciar-se de você e ignorá-lo, mas Deus vai amá-lo. Sempre. Não importa o que aconteça."

Trecho retirado do livro "Deus está no controle", Max Lucado.
Related Posts with Thumbnails